Mais da metade das brasileiras sofreu violência de parceiro, diz estudo

Por Sérgio Ferreira 29/07/2026 - 20:47 hs

Redação

Mais da metade das mulheres no Brasil relata já ter sofrido algum tipo de violência do companheiro ou ex-companheiro. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (29) pelos institutos Patrícia Galvão e Locon, 54% das brasileiras já foram vítimas, o equivalente a 47,7 milhões de pessoas.

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A violência psicológica é a forma mais frequente. Quatro em cada dez mulheres relatam já ter sido vítimas de ameaças, xingamentos, controle ou tentativas de isolamento dentro de um relacionamento.

As agressões físicas também atingem uma parcela expressiva das brasileiras. Uma em cada quatro mulheres, ou 25%, afirma já ter apanhado de um companheiro ou ex-companheiro.

Outros tipos de violência também aparecem no levantamento. A violência moral, que envolve ataques à reputação e à honra da vítima, foi relatada por 19% das mulheres. Já uma em cada dez afirma ter sofrido violência sexual.

Os números também revelam uma diferença significativa entre a violência relatada pelas mulheres e aquela reconhecida pelos homens.

Enquanto 54% delas afirmam já ter sido vítimas de parceiros ou ex-parceiros, apenas 11% dos homens admitem ter praticado algum ato de violência contra companheiras ou ex-companheiras.

O levantamento apresenta a percepção dos brasileiros sobre a violência contra a mulher no momento em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos.

Os dados mostram que, duas décadas depois da criação da legislação, diferentes formas de violência dentro dos relacionamentos ainda atingem milhões de brasileiras.

A Band Não Se Cala

O Grupo Bandeirantes lançou a campanha "Band Não Se Cala" para reforçar a conscientização e o incentivo às denúncias de agressões, estupros e feminicídios em todo o Brasil. A mobilização pretende engajar a sociedade no acolhimento às vítimas e no enfrentamento da impunidade.

A cada 30 segundos, uma mulher aciona a Polícia Militar para pedir socorro no País. Além disso, as estatísticas indicam o registro de um estupro a cada 6 minutos e um feminicídio a cada 6 horas no Brasil. O quadro expõe uma rotina marcada pelo medo, pela solidão e pelo silêncio das vítimas.

Fonte: Band